sexta-feira, 25 de março de 2016

Refletindo sobre a sociedade.


 24 de julho de 2015 
 
Sabemos que, como sociedade, evoluímos além da ideia de que mulheres são propriedades, que o que nós sentimos, o que acontece conosco, importa. Não podemos negar que, durante os anos, nós evoluímos como sociedade e fomos, com o tempo, tomados por uma consciência da opressão das mulheres, acompanhada da vontade de instaurar a igualdade dos sexos em todos os domínios, a médio ou a longo prazo.

Aquela cultura que dominava e domesticava as mulheres e que as confinavam na esfera do privado se tornou obsoleta em grande parte. No passado, quando discutiam o voto das mulheres e usavam como argumento que caso as mulheres conquistassem direitos na política, seja se elegendo ou votando, seria a destruição da família. Ora, “frívola mania” das mulheres de se aplicarem a temas para os quais parecia que a natureza não as formara, em um desvio dos verdadeiros fins para que foram criadas, que a mulher não possuía capacidade, pois não tinha, no Estado, o mesmo valor que o homem. Que pensamento pequeno de gente pequena.

Os séculos foram passando, muitos direitos conquistados, mas em um certo momento acabamos nos perdendo como sociedade em vários sentidos. Nos perdemos no tempo, nos perdemos na luta, e deixamos de evoluir como indivíduos em vários aspectos, principalmente referente à liberdade individual.

Nos perdemos no tempo, quando alguns indivíduos ainda hoje acham que a mulher é uma auxiliar do homem, que foi feita para ser dona de casa e para servi-lo. Nos perdemos quando ainda hoje vemos casos de violência domestica onde o motivo é claramente o machismo. Nos perdemos quando as pessoas se acham no direito de humilhar uma mulher por causa de um vídeo de sexo. Nos perdemos quando, existem culturas que as mulheres, ainda hoje, não tem voz. Nos perdemos, por outro lado, quando passamos a vitimizá-las a ponto de não saber a diferença do hoje para o passado, defendendo uma opressão tamanha que não é real.

Nos perdemos na luta, deixamos muitas vezes de lutar por igualdade, deixamos de exigi-la para pedir privilégios, cotas. Nos perdemos quando achamos que tudo bem ser preconceituosa, afinal fomos e somos vitimas de preconceito. Nos perdemos quando queremos silenciar os homens com a desculpa de que ontem e ainda hoje por vezes somos silenciadas. Nos perdemos quando defendemos misandria, ódio, raiva. Nos perdemos quando vemos uma mulher frágil precisando de ajuda e usamos ela para nossa luta. Nos perdemos quando, ao invés de batalharmos para um país mais igual, apoiamos um governo que adora segregar a sociedade. Nos perdemos quando deixamos de ouvir. Nos perdemos quando o ideal se acha capaz de ser a voz de todas e ao invés de empoderá-las querem escravizá-las ideologicamente.

Quando temos dois lados extremos guerreando, como se tudo fosse uma disputa de quem sofre mais, nos perdemos como sociedade.

Homens...Homens são pais, irmãos, amigos, filhos.. Homens fazem parte da sociedade, fazem parte da cultura e da vida de todas as mulheres. Assim como as mulheres fazem parte da vida dos homens. Então porque tratá-los como se eles fossem de outro mundo? Quanto mais homens conscientes menos machismo na sociedade. Quanto mais indivíduos lutando e questionando maior e mais rápida é a evolução.

Então a pergunta não é por que eu aceito homens no meu feminismo e sim por que você não aceita?

Entendo que existem homens extremamente machistas que querem impor sua vontade, mas isso não é característica só de um grupo social e sim do individuo. Em varias questões e situações na sociedade podemos encontrar esse tipo de comportamento, mas não podemos de forma alguma generalizar impondo isso a um grupo.

Em suma, nos perdemos em nossa luta quando deixamos de lutar por um mundo melhor e começamos a guerrear com outros indivíduos por considerarmos melhores, mais sofridos e donos da verdade.

''Qual o lugar da mulher na sociedade? Eu espero que os defensores das liberdades civis reconheçam que esta é uma pergunta estranha. Você pode até não perceber como essa pergunta é estranha até que você reverta. Qual o lugar do homem na sociedade? Lugar do homem? A sociedade é composta de seres humanos, como um ser humano tem um lugar nele? '' Joan Keneddy Taylor

Liberalismo

Pode soar estranho para alguns, mas o liberalismo é uma filosofia que surgiu para amparar os excluídos. Não é por acaso que sua maior conquista foi o fim da escravidão. Não posso deixar de citar o voto feminino que veio por intermédio de pensadores e de políticos liberais. 

Os ignorantes e os mal-intencionados vão continuar dizendo que os liberais são egoístas - ledo engano. Os liberais querem mudar o "status quo", querem acabar com a retrógrada legislação trabalhista, que, sob a equivocada pretensão de "proteger" os trabalhadores, acaba os condenando à pobreza. Os liberais querem mudanças, opõe-se a toda forma de autoridade ou controle sobre os indivíduos no que diz respeito à propriedade. O individualismo valoriza a liberdade pessoal, mas isso não quer dizer que ignore o cenário político e social.

Uma perniciosa combinação de má-fé com falta de informação faz com que pessoas questionem ideologias nas quais não entendem e/ou não querem entender.

A estratégia desta esquerda brasileira, que tenta a todo custo vincular o liberalismo ao egoísmo, como se todos só desejassem enriquecer a custa dos outros e não buscassem solucionar problemas econômicos e sociais e usar esses mesmos problemas, colocando a culpa no liberalismo com falsos diagnósticos para a questão da pobreza, é um erro crasso.

Sendo assim, quanto mais o afastamento do liberalismo agrava os problemas econômicos e sociais, mais se acredita que esses problemas são atribuíveis ao liberalismo.

Portanto, a diferença entre os liberais e os falsos "progressistas" é que os últimos, cheios pelo construtivismo racionalista, desejam que o Estado imponha a rigorosa distribuição dos papéis financiados pelo povo com resultados pré-concebidos e impostos altos, como um grande polvo com braços em toda a economia do país, impossibilitando assim um real crescimento econômico que ajudaria a todos, inclusive aos pobres e às classes operarias.

Então, liberais defendem minorias e defendem liberdade econômica e individualismo. É um ideal que pode reduzir a pobreza, eliminar a miséria e devolver dignidade aos brasileiros, reduzindo os poderes do governo.

Todos os países que têm conseguido institucionalizar a liberdade têm obtido como resultado a prosperidade. Sempre haverá pobres no mundo, o que significa que a luta contra a pobreza é e será uma batalha permanente de todas as sociedades.

Para não me estender, recomendo portanto, que as pessoas que quiserem criticar de má-fé o liberalismo e o individualismo, que pelo menos pesquisem antes.

O liberalismo ajudou e tem capacidade de ajudar os pobres e minorias, mesmo que existam pessoas que insistam em ignorar que o individuo é a menor minoria e que a liberdade econômica e individual transformará o país em um país frutífero e igualitário.

Ayn Rand : Trechos da entrevista para Playboy


Trechos traduzidos da entrevista da Ayn Rand para a Playboy sobre as mulheres.

PLAYBOY: Você acredita que tanto mulheres quanto homens devam organizar suas vidas em torno do trabalho? Se sim, que tipo de trabalho?

RAND: Claro. Eu creio que mulheres sejam seres humanos. O que é apropriado para um homem é apropriado para uma mulher. Os princípios básicos são os mesmos. Eu não pretendo prescrever que tipo de trabalho um homem deva executar, e também não faria tal coisa em relação às mulheres. Não há trabalho que seja particularmente feminino. Mulheres podem escolher seu trabalho de acordo com seus propósitos e premissas da mesma maneira que os homens.

PLAYBOY: Em sua opinião, uma mulher que escolha dedicar-se à família e à casa ao invés da carreira é imoral?

RAND: Imoral, não - eu diria que ela é imprática, porque uma casa não pode ser uma ocupação plena, a não ser quando os filhos são muito jovens. No entanto, se ela deseja uma família e quer fazer daquilo sua carreira, ao menos temporariamente, seria apropriado caso ela lide com a questão como uma carreira, ou seja, caso ela estude a matéria e defina regras e princípios segundo os quais ela deseja criar seus filhos, abordando o assunto de maneira intelectual. É uma tarefa muito responsável e importante, mas somente quando tratada como ciência e não como indulgência emocional.

A mercê dos parasitas



Estamos mesmo a mercê dos parasitas que fingem trabalhar mas estão mais preocupados com alianças e suas contas bancarias. No RJ já não bastava não poder portar armas, teaser e sprays, agora não podemos portar facas e por fim os digníssimos representantes (sic) resolveram votar contra a redução da maioridade penal.

Me pergunto o que as pessoas estão comemorando, pois as vitimas e futuras vitimas desses criminosos que foram privilegiado pela pouca idade certamente não estarão comemorando. O que dizer para a mãe do menino que foi levado vivo preso ao cinto do carro furtado por jovem infrator de 17 anos que rindo disse estar malhando o judas? O que dizer dos meninos que atiraram 10 vezes rindo e se divertindo em um jovem de 18 anos? O que dizer sobre o jovem que entrou na casa de uma mãe e matou seu bb e estuprou? O que dizer do menor que esfaqueou o ciclista que já estava rendido? Menores cometem crimes hediondos, assassinam e estupram vitimas para depois receberem o apoio de alguns como um tapinha nas costas de ''vá e faça de novo, não ligamos para as vitimas''

Eu não sou apenas a favor da redução, sou a favor da não existência de maioridade penal. Que criminosos sejam julgados pelos seus crimes, motivos, circunstancia e laudo psiquiátrico. O que me choca são os comentários das pessoas defendendo estuprador só pq é menor de 18 como se o mesmo não soubesse discernir do certo e errado.

Ledo engano achar que a culpa é da pobreza e da sociedade, quando temos vários exemplos de indivíduos que superaram tudo isso sem roubar uma bala, enquanto outros usam a bala pra roubar. Vemos casos de crimes em que o menor tem a frieza de um psicopata e ri do feito. Lugar de marginal, assassino e estuprador é na cadeia e não nas ruas para cometer mais crimes.

Não tem muito tempo me deparei com um post de uma feminista marxista chamando as pessoas que são a favor da redução de racistas e fascistas. Curiosamente a mesma faz uma ligação direta entre pobre e negro, o que ao meu ver é preconceito.

De qq forma, eu desejo perguntar qual a palavra de apoio de uma feminista que diz lutar pelas mulheres mas passa mão na cabeça de estuprador de mulheres e assassinos de bebes? Com que moral essa feminista tem pra levantar a bandeira contra o estupro tendo acobertado indiretamente menores estupradores?



http://globotv.globo.com/tv-anhanguera-go/bom-dia-go/v/menor-diz-que-matou-mais-2-pessoas-alem-de-jovem-executado-em-video/3790287/

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/05/menor-que-confessou-estupro-no-rio-havia-sido-detido-por-assalto-onibus.html

http://www.amodireito.com.br/2015/04/menor-invade-residencia-decepa-cabeca.html
http://jpagora.com/uma-menor-de-16-anos-estuprou-uma-crianca-de-06-anos-de-idade/

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2015/05/29/policia-apreende-4-menores-suspeitos-de-estupro-coletivo-no-pi.htm

Direito ao próprio corpo.

ESTADO TIRA SUA MÃO DO MEU CORPO!!!
Acho curioso algumas feministas aplaudirem uma lei autoritária em que da poder ao Estado sobre nossos corpos. ''Meu corpo, minhas regras'' até a pág.2? A mulher só tem voz para algumas feministas quando lhe convém. Queridas isso não é feminismo é autoritarismo, sou mulher e tenho voz própria não preciso da voz de vocês para decidir o que é certo e errado na minha propriedade.
Para uma mulher hoje fazer uma cesariana ela terá que provar por meio de partograma durante toda a sua gravidez para talvez o Estado autorizar o plano de saúde pagar o parto. Caso contrario, vc pagará duas vezes, o plano de saúde (para quem tem) e o parto particular. E ainda tem gente que diz que essa medida não interfere no direito da mulher.
Luta pela descriminalização do aborto, luta para ter poder sobre seu corpo e grita aos quatro cantos do Mundo ''O CORPO É MEU QUEM MANDA SOU EU!!!!''. Ai quando o Estado quer controlar seu corpo impedindo mulheres de decidir querer uma cesária...Ai tudo bem!
Não, nada bem! Meu corpo minhas regras, e não suas regras muito menos regras do Estado.
Que merda de contradição, heim?!

Publicado no dia 
 6 de julho de 2015


domingo, 19 de julho de 2015

Hoje, vou falar da Madonna e demonstrar o repúdio à página na imagem e todo o apoio que ela recebe. Madonna é um dos ícones que mais lutou pela liberdade sexual da mulher, ela fez mais no panorama social do que muitas das feministas que a estão criticando de uma forma extremamente desonesta e, eu diria, até racista.
Racismo é um tema muito polêmico na Internet e, principalmente, no feminismo. As pessoas inventam novas definições para querer impor à sociedade que determinadas pessoas de determinados grupos sociais não podem sofrer ou praticar racismo. Mas a verdade é que, na nossa história mundial, tivemos exemplos de racismo nos quais a vítima não era negra. O racismo, além da mera discriminação pela cor da pele, alcança também contornos de natureza étnica e de natureza xenofóbica.
Em nossa sociedade, tivemos um histórico de racismo onde suas vítimas eram negros e índios, e, apesar de termos evoluído como sociedade, o racismo é uma realidade presente. Racismo é quando indivíduos são determinados pela sua cor de pele e não por suas qualidades e defeitos individuais. Nesse modo de ver o mundo, as raças são hierarquizadas como melhores ou piores.
Quando um indivíduo de um determinado grupo social desmerece um indivíduo de outro grupo por questões meramente raciais, sejam quais forem, é racismo. Isso quer dizer que qualquer individuo na sociedade pode sim ser racista, mesmo que este mesmo individuo sofra racismo por outros meios.
No ativismo da internet, o que vemos atualmente é uma briga de polos raciais que discriminam outras pessoas pela sua cor de pele. Exemplos disso são casos de negros atacando outras pessoas com palavras de ofensa, questionando a pureza de sua raça e se colocando como superior às demais, justificando tal posicionamento por questões históricas e culturais. Tivemos vários exemplos na nossa página e em outras páginas.
Sim, Madonna é caucasiana e adotou filhos negros, assim como a grande esmagadora maioria dos bailarinos de suas turnês são negros, pardos e latinos. Isso mostra a admiração que ela tem pela cultura afro-latina.
Assustei-me com o fato de pessoas verem a foto dos filhos dela massageando seus pés como racista. Ora, e se fossem brancos, latinos, indígenas, orientais? Teria esta comoção? Quem aqui nunca massageou os pés dos seus pais quando criança? E a filha caucasiana da Madonna, que também tem foto massageando seus pés? As pessoas nem estão cogitando racionalizar, já atacam no automático e a qualquer momento se vitimizam. E sim, estou chamando a página em questão de vitimista. Sua adm se vitimiza para endossar ataque a outras pessoas por questões raciais e sexuais.
Mas as coisas escalam, e agora resolveram usar um clipe dela para induzir que ela é racista. O clipe é da música Vogue, e a dinâmica escolhida foi uma apresentação retratando a Corte Francesa. Vale destacar que TODOS os bailarinos estavam vestidos com roupas BURGUESAS. Então onde está o racismo?
Quando os bailarinos negros beijam Madonna na boca? Quando interpretam cenas sexuais com a Madonna? Quando apalpam a Madonna? Não! O que eles estão usando de forma desonesta foi dois bailarinos levarem a Madonna deitada no divã. Sério, gente?
Chegou o momento em que temos que mostrar publicamente nosso descontentamento com determinadas posições de determinados movimentos, porque passaram do limite. O amor de uma mãe por um filho ou do filho por sua mãe, em que ambos tem raças distintas, visto como racista, um clipe onde todos estão vestidos de burgueses e encenando a Corte Francesa visto como racista, e eu me pergunto: qual o próximo passo? Onde vamos parar com isso?
Parafraseando Madonna neste mesmo clip, vos digo: "Não faz diferença se você é branco ou negro...Se é homem ou mulher...Se a música está tocando, ela vai te dar vida nova...Você é uma estrela sim, é o que você é, e você sabe disso."
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Abaixo o trecho de uma entrevista da Madonna em 1992
Revista: Você põe medo nas pessoas. Seu comportamento, sua sexualidade, sua nudez e até mesmo suas roupas amedrontam. Por quê?
Madonna: Não sei. Nem sou eu quem tem que saber. Eu faço minhas coisas a sério. Não sou eu quem tem que explicar a reação dos outros. As coisas que eu faço não são estranhas e eu sempre fui como sou. Nunca pedi desculpas, nem vou começar a pedir. Pelo contrário, não vou parar minha luta.
Revista: E qual é a sua luta?
Madonna: Contra o racismo, sexismo, a perseguição contra homossexuais, o preconceito, a ignorância.
Revista: Na última frase do seu livro você diz "muita gente tem medo de dizer o que quer e é por isso que eles não conseguem o que querem". Esse medo é o mesmo em todas as áreas da sociedade?
Madonna: O mesmo, de alto a baixo. Há muita repressão, muita mistificação.



Eu suplico, parem! Parem de ver racismo onde não tem, parem de tentar justificar suas atitudes racistas por questões históricas e culturais, parem de tentar silenciar as pessoas, parem de incutar crimes em pessoas em momentos que não existiram. Simplesmente parem e pensem!
Não vamos conseguir evoluir como sociedade fazendo guerras raciais, vendo racismo em coisas que não foram racistas, tentando silenciar outras pessoas e muito menos "lavando sangue com sangue".




SERÁ QUE O MACHISMO MATA?


"Quando eu tinha 16 anos eu fugi de casa e vivia na rua. Eu fui estuprada e brutalmente atacada, eu não culpo a sociedade. Eu não culpo a cultura. Eu culpo o homem que me estuprou. Eu tinha razão em minha vida para culpar. Outro homem, nos meus 20 anos, devido a um incidente de violência domestica, eu tive uma hemorragia cerebral, e me tirou a visão do olho direito. Eu não culpo a sociedade nem a cultura. Eu culpo o homem que colocou seu punho na minha cara. Todas as manhãs quando eu acordo, eu sei a dor e a importância da luta contra a violência contra as mulheres, porque eu vejo acontecer." Wendy McElroy é uma anarcocaptalista e feminista individualista.


Machismo é o comportamento, expresso por opiniões e atitudes, de um indivíduo que recusa a igualdade de direitos e deveres entre os gêneros sexuais, favorecendo e enaltecendo o sexo masculino. Ele está presente e vivo na nossa cultura. Mas, por vezes, vendo pessoas culpando o machismo, culpando a cultura e a sociedade, penso na distorção que isso é. Por mais que digam que a culpa é do machismo - pois a pessoa fora doutrinada a seguir uma ideia de superioridade em razão de seu gênero -, a verdade é que o indivíduo tem o poder de decisão sobre sua vida e sobre suas atitudes, e chegar ao ponto de ferir um outro individuo por considerá-lo inferior demonstra desvio de caráter.
O machismo alimenta e impulsiona, mas é o individuo que escolhe e é responsável pelos seus atos. Então vamos culpar a quem devemos de fato culpar: não a sociedade ou a cultura, e sim os indivíduos que cometem crimes contra o corpo da mulher.
Toda vez que leio frases de efeito como "o machismo mata” remeto-me à idéia de ignorar o real agressor para culpar a cultura e a sociedade. Acaba, mesmo que inconscientemente, tirando a culpa do agressor para colocá-la na cultura e sociedade ou num grupo social (homens).
Então, o machismo não mata. O machismo não matou milhares de mulheres no mundo. O machismo não estuprou mulheres. Quem matou e estuprou foram seus respectivos agressores. O machismo é uma ideologia de superioridade e não tem a capacidade de matar, pessoas tem.
Devemos, sim, lutar contra essa cultura machista, devemos nos impor contra ela e demonstrar o quão errado é uma ideologia que coloca indivíduos como superiores pelo simples fato de serem do sexo masculino. Mas paremos por um minuto de por a culpa de atos absurdos como estupros e homicídios no machismo, e considemos colocar de fato em seus agressores. Entendo que a motivação de muitos é o machismo, mas isso não tira deles a culpa, e ao focar em colocar toda a culpa no machismo, ignoramos quem realmente devemos culpar, o individuo que cometeu o crime.
Quando culpamos o machismo, na verdade, não estamos culpando ninguém. Estamos culpando a todos e, com isso, ninguém ao mesmo tempo. Quando se dilui a culpa, acabamos inocentando culpados e culpabilizamos inocentes. Então, dizendo ''o machismo mata'', distribuímos a culpa pela sociedade. O inocente recebe uma culpa que não é sua e o culpado tem parte da sua culpa relativizada.


"Se o homem é culpado por natureza, não há qualquer escolha. Sem escolha, a questão não pertence à alçada da moralidade. A moralidade trata apenas da esfera de livre arbítrio do homem - apenas aquelas ações que estão abertas às suas escolhas. Considerar o homem naturalmente culpado é uma contradição em termos." Rand

sábado, 11 de julho de 2015

Pornografia beneficia as mulheres!

Pornografia beneficia as mulheres!
Nossa ‪#‎Ju‬, é sério que vc vai defender a pornografia?
Sim é sério, defenderei doa a quem doer.
Por muito tempo, mulheres foram criadas para não falar sobre o assunto. A pornografia, assim como a masturbação feminina, sempre foram tabus para mulheres. O target (publico alvo) sempre foram masculinos, mas isso tem mudado, e muitas mulheres tem se libertado das amarras culturais e dado independência a sua sexualidade e a seus desejos sexuais.
A pornografia fornece informação sexual, até informações sexuais básicas como a masturbação. Não é incomum para as mulheres atingir a idade adulta sem saber como se dar prazer. Permite às mulheres experiências alternativas sexuais e satisfazer sua curiosidade de forma saudável. Mulheres aprendem mais sobre elas mesmas, o que gostam, o que querem, o que dá prazer e o que não dá. Elas aprendem a se conhecer e a se tocar.
Pornografia fornece uma saída sexual para todos os casos, o fato de não ter parceiro sexual, aprimorar seu relacionamento e até para o celibato.
"Meu corpo, minhas regras" é uma frase bastante conhecida mas que nem sempre é levada como regra, algumas feministas acabam por ignorá-la se tratando de assuntos como este. Isso é triste pois a verdade é que a mulher deve ser independente para decidir sobre sua propriedade. É o principal motivo do feminismo existir, dar voz as mulheres, que elas tomem as rédeas das suas vidas e decidam por elas sem coação. O direito da mulher e a escolha pacifica de fazer com seu próprio corpo deve ser respeitada.
Muitas vão dizer que a pornografia degrada as mulheres, leva diretamente à violência contra as mulheres e coisas do tipo, mas será que essas acusações se mantém de fato?
A ideia de que mulheres que usam sua sexualidade são degradadas me remete a uma ideia conservadora em que mulheres foram e são castradas sexualmente por serem mulheres. Sexistas dizem às mulheres que devem se envergonhar de ter apetites e impulsos. A pornografia lhes diz para aceitá-los e apreciá-los, pois proporciona prazer e elimina a vergonha.
É fato que a pornografia objetifica os indivíduos - homens e mulheres. Mas atualmente o mercado tem sofrido uma metamorfose e mulheres já tem seu espaço, seja com filmes e vídeos direcionado a elas como diretoras e produtoras.
Questiona-se que mulheres que mostram partes do corpo se reduzem a objetos físicos sexuais. Mas o que há errado com isso? As mulheres são tanto corpos como mentes ou almas (para quem acredita). Não vejo pessoas chateadas se apresentar mulheres como “cérebro" ou "seres espirituais" ou qualquer característica separada. Por que se torna tão degradante e ofensivo se concentrar em sua sexualidade? Lembrando que homens também são vistos como objetos de desejo sexual, então a relação da sexualidade, a meu ver, é tabu mesmo nos grupos que se dizem modernos. O problema não é ver mulheres e homens sexualmente em momentos sexuais, o problema é quando só vêem sexualmente, independente do momento e/ou situação.
Por outro lado, algumas pessoas usam a pornografia como causa e efeito de homens que atacam as mulheres. Não existe qualquer relação e evidência entre a pornografia e a violência. Vários estudos foram realizados sobre este tema, a feminista Therlma McCormick (1983) realizou um estudo sobre a violência contra mulher e não encontrou nenhum padrão para conectar. No Japão, onde a pornografia é amplamente disponível, o estupro é muito mais baixo do que em países que a pornografia é severamente restrita.
Mulheres que se declaram abertas e que escolheram se prostituir ou participar do mercado pornográfico são tratadas pelas feministas anti-pornografia como um ser humano que esta psicologicamente danificada e deixa de ser responsável por suas ações. Em essência, isso é uma negação do direito da mulher de escolher qualquer coisa fora do corredor estreito de opções oferecidas pelo politicamente correto.
O direito de escolher independe de fazer uma escolha “errada". Afinal de contas, ninguém vai impedir uma mulher de fazer o que ela acha que deva fazer, não é?
É importante frisar que cada industria tem seus abusos e qualquer um que usa a força ou ameaça para fazer uma mulher realizar determinado ato deve ser acusado de sequestro, agressão e/ou estupro. Quaisquer imagens devem ser confiscadas, porque ninguém tem o direito de beneficiar dos proventos de um crime.
Embora não seja possível fazer uma relação de causa e efeito, o fato é que pornografia e feminismo exigem as mesmas condições sociais, ou seja, a liberdade sexual. A pornografia é a liberdade de expressão aplicada à esfera sexual. A liberdade é aliada daqueles que buscam a mudança e inimiga daqueles que buscam manter o controle.
Feministas anti-pornografia, ao meu ver, na verdade, estão minando a segurança dos trabalhadoras do sexo quando trata elas como "mulheres doutrinadas e/ou danificadas", como se elas não tivessem o direito e a liberdade de escolherem sobre suas vidas, sua propriedade e seus corpos.
“Pornografia é uma parte enorme da cultura em que vivemos. As mulheres não podem simplesmente ignorar a pornografia, nós temos que participar e discutir esse gênero.” Erika Lust é uma diretora de pornô feminista.


https://www.facebook.com/clubedasfeministas/posts/1465239403775509:0

Feminismo Individualista

Vamos sanar algumas dúvidas?
Muitas pessoas perguntam: Que tipo de feminismo é esse? É um novo feminismo? É um feminismo burguês? Então, para sanar algumas dúvidas, elaborei um resumo básico sobre.
No Brasil, o feminismo individualista e o liberal são poucos propagados por motivos políticos. São vistos como feminismos não inclusivos. Ledo engano, são os feminismos mais inclusivos e abrangentes, e vocês poderão conferir ao longo da página.
Feministas individualistas não excluem nenhuma pessoa, não silenciam ninguém. Damos importância a luta contra o sexismo sem negar que todos em algum momento são vítimas da mesma cultura sexista.
Ambas as vertentes são as que originaram o feminismo provenientes de pensadores, filósofos e políticos liberais clássicos e anarquistas, e permaneceram como maioria até o 'boom' do coletivismo por volta de 1949, com a Simone de Beauvoir.
O feminismo individualista tem suas raízes nas figuras femininas do liberalismo antiescravista e do anarcoindividualismo.
Existe uma pequena diferença entre feministas individualistas e feministas liberais, esta diferença esta na questão do Estado. Feministas liberais entendem que, em algumas/poucas circunstâncias, é interessante a intervenção estatal. Já as feministas individualistas negam esta importância e não aceitam o Estado babá/paternalista. Essa é a diferença real entre essas vertentes.
O feminismo individualista tem como filosofia o indivíduo, presa o indivíduo acima de tudo, busca a liberdade e a individualidade feminina. Luta para que mulheres tenham sua própria voz e decidam pela sua vida e pela sua propriedade. Somos pró-choice e sex-positive. Defendemos a pornografia e a prostituição, cabe à mulher decidir sobre seu corpo.
A filosofia feminista individualista acredita que mulheres e homens são indivíduos pensantes e morais e devem ser responsabilizados pelos seus próprios atos, e não os diferenciando por seus gêneros - removendo, portanto, as palavras homem e mulher da redação das leis. São contra cotas e contra leis sexistas que segregam a sociedade, tendo foco em um grupo especifico - como, por exemplo, a lei do feminicidio.
Basicamente, a principal diferença é que, enquanto as vertentes de esquerda acreditam que a igualdade só pode ser atingida estabelecendo novas legislações que cerquem as mulheres de proteção e privilégios (paternalismo estatal), apoiando grossas transformações no sistema político e legal, sendo inclusive algumas usadas para segregar homens e mulheres, a corrente individualista/liberal não vê como solução esse tipo de atitude, nem com relação ao paternalismo estatal, nem com castrações de determinadas liberdades e tampouco segregando a sociedade com uma visão bipolar entre oprimido e opressor.
Resumindo, acho que, enquanto um busca se unir em grupos e tentar grosseiramente castrar determinadas liberdades achando que os fins justificam os meios e que isso pode melhorar a situação, a corrente liberal acredita numa conscientização popular e na visão do indivíduo, independente do gênero. Buscamos elucidar a diferença entre os sexos e mostrar que podemos evoluir como sociedade culturalmente, buscando igualdade e mais liberdade, para que cada individuo seja livre para ser, vestir e amar quem bem entender. Eu diria é uma corrente mais racional, menos apelativa e mais honesta do feminismo.
Feministas dessas vertentes mais conhecidos são: Stuart Mill, Mary Wollstonecraft, Bertha Lutz, Juvenal Lamartine, Marques de Condorcet, Voltairine de Cleyre, entre outras, e nas mulheres fundadoras do movimento libertário moderno (capitalista laissez-faire) no século XX, como Rose Wilder Lane , e Isabel Paterson. Suas principais expoentes são Wendy McElroy, Joan Keneddy, Taylor, Christina Hoff Sommers, Sharon Presley e Cathy Young.
PS.: O feminismo individualista também é chamado de feminismo libertário. Eu, particularmente não uso este nome por considerar que restringiria as feministas ao ideal libertário.

segunda-feira, 16 de março de 2015

A mercê do acaso ou do poder Estatal.

Em todo o mundo, mulheres são alvos de diversos tipos de violência, desde assédio até a morte. São tidas como frágeis e seu físico, no geral, acaba propiciando serem alvos fáceis. Ainda hoje, em alguns lugares do Brasil, não é considerado estupro quando o homem força sua esposa ao ato sexual, e é comum ouvir a frase ''Briga de marido e mulher, não se mete a colher''.
 Em muitos países, como o exemplo do Oriente Médio, muitos crimes contra mulher são justificados baseando-se na cultura extremista patriarcal.  No ocidente, os números são assustadores. Entre 87 países, o Brasil é o 7º país que mais mata mulheres no mundo. Nos últimos 30 anos, foram assassinadas 91 mil mulheres, 43 mil só na última década. E não para por ai! 68,8% dos homicídios ocorrem dentro de casa e são praticados pelos cônjuges. Na Espanha e em outros países europeus, quase metade das mulheres vítimas de homicídios tiveram seus cônjuges como algozes.
A solução do Estado foi fazer uma lei para mulheres, a Lei Maria da Penha, uma lei sexista e que não diminuiu a violência e mulheres continuam morrendo. A Lei Maria da Penha fez 8 anos e os casos, ao invés de diminuir, estão aumentando. Medidas cautelares, na maioria dos casos, não funcionam, e seus agressores voltam as suas casas, perseguem suas vítimas e elas não tem como se defender. E a novidade agora é uma outra lei tão sexista quanto a anterior: a lei do feminicídio. Esta preguiça governamental não ajuda a sociedade, muito menos as mulheres. A bem da verdade, não cabe a eles resolver os problemas, pois quando eles tentam, sempre fazem aquela lambança. Cabe a nós todos, indivíduos, nos impormos contra tais absurdos, ajudar vítimas e denunciar detratores. Buscar, como sociedade, ajudar uns aos outros.
Tais agressões ocorrem por questões culturais retrógradas que ainda hoje vemos sendo
passadas em nossas famílias. Alguns homens acreditam que a mulher é propriedade deles, que eles tem total direito sobre ela, que ele pode bater e até matar. Outros casos envolvem problemas mais profundos!Muitos agressores foram vítimas de agressão ou a presenciaram no ventre familiar. A mulher, na maioria dos casos, fica a mercê da sua sorte. Mais da metade das mulheres que buscam o SUS confessam que a agressão vem de dentro de casa e que o algoz é o marido ou o namorado.

A violência contra mulheres é uma grave violação dos direitos humanos. Seu impacto varia entre consequências físicas, sexuais e mentais, incluindo a morte. Ela afeta negativamente o bem-estar geral das mulheres e as impede de participar plenamente na sociedade.
Qual a solução? Certamente não são leis que mostraram sua ineficiência na segurança dessas mulheres. Se a Lei Maria da Penha não ajudou, não será a do feminicídio que ajudará. A solução esta em três palavras pontos: acompanhamento psicológico, conscientização e liberação das armas.

Acompanhamento psicológico às vítimas que ainda não conseguiram se desvencilhar de seus agressores por vários motivos, como situação financeira, psicológica, família, enfim... Conscientização popular que transmita à população o quão errado é violência doméstica e que isso deve ser combatido. E o principal, a legalização das armas.
A legalização das armas beneficiará toda a população, inclusive para mulheres que tem que se submeter a andar sozinha nas ruas a mercê de predadores e para mulheres que foram vítimas de agressões e, mesmo com a ordem de restrição, seus agressores acabam por infringi-la, muitas vezes ocasionando a morte dessas vítimas. É direito, que hoje nos é negado, a defesa da nossa propriedade e da nossa vida.

 Uma mulher armada não necessita ser mais forte ou estar próxima o bastante para um combate corpo-a-corpo. Ela pode proteger seus filhos, parentes idosos, a si mesma ou outros que estejam vulneráveis a um agressor.” Gayle Trotter em um artigo no The Washington Times


Estamos realmente a mercê do acaso, sem poder nos proteger sem ter quem nos proteja.
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