domingo, 4 de setembro de 2016

Então, conservadias heim?!


Algumas meninas se doeram pelo uso do conservadia. Algumas claramente por ser direcionado a uma parcela das conservadoras, pois se fosse direcionado a feministas coletivistas ou a homens, não estariam se revoltando. Algumas usam desta mesma ofensa à feministas coletivistas e outras ignoram quando se deparam com essas ofensas. E algumas acreditando que o termo vadia não se pode dizer direcionado a mulher. Seletividade esta na moda nos dias atuais.

Uma menina se dizendo libertária fez uma espécie de defesa a sororidade, disse que não devemos ofender outras mulheres. Minha resposta? É simples, mulheres são indivíduos assim como os homens. São capazes de tudo quanto é coisa, assim como os homens e não devemos ignorar ou aplaudir o que discordamos só pelo individuo propagador ser mulher. Defender que não devemos retaliar por ser mulher é extremamente sexista e coletivista, apesar dessa ideia no coletivista ser só uma ideia, pois a pratica é bem diferente. Demagogia barata, é uma palavra bem aplicada nesses casos.

Outro comentário é que não devemos chamar mulheres de vadias principalmente se formos feministas. Eu não sei de onde vocês tiram que a ideologia feminista é para santificar e a maquiar tudo que uma mulher pode ser e falar, sinceramente. Então aqui vai uma explicação básica do que uma mulher pode ser: Uma mulher pode ser vadia, pode ser vagabunda, pode ser puta, pode ser criminosa, pode ser solidaria, uma mulher pode ser guerreira, pode ser mãe ou não ser, pode ser...Enfim, uma mulher é um individuo, um ser humano, passível de ter quaisquer característica física, psicológica e/ou emocional. Assim como homens podem ser tudo isso também.

O meu feminismo, da Juliana, não esta em busca de censurar esse tipo de palavra. Esse tipo de palavra existe e essas pessoas existem, é uma realidade e não tem problema nenhum nisso.

Uma menina que usa o conservadorismo para empregar na sociedade seus preconceitos, que por vezes ferem a liberdade individual e de expressão de outros, e angariar meninos bajulando ela, as famosas attwhores podem sim ser chamadas de conservadias. Simplesmente, são hipócritas usam ideologias para chamar atenção, fazem vídeos e posts anti-feministas para chamar atenção dos ''revoltadinhos da estrela'', então não vejo como não podem ser rotuladas como tal, se os seus discursos cheios de fanatismo e besteirol tem intuito único de chamar a atenção e ofender outras mulheres.

Um exemplo disso? Uma menina dessas que adora Bolsonaro, Olavo se diz ''a conservadora'' e vive por utilizar o feminismo como marketing para si mesma, fez um vídeo com um mini short no qual estava bem...rs...mini. Os meninos costumam usar o termo ''pata de camelo''. Evidente que ela esta no direito de usar o que ela quiser e isso ao meu ver não me faz ter nenhum julgamento perante ela, a não ser as palavras e motivações que ela usou, pois critica ferozmente esse tipo de roupa mas não pensou duas vezes em usar no vídeo. 

Sabe os termos escravoceta, feminazi, bolsominions, esquerdopata, liberotários...São termos xulos sim, e são tão ofensivos como conservadias. Então se quer criticar um, critique todos. Um não é pior do que o outro. Ser chamada de vadia não é pior do que ser chamada de acéfalo, otário, nazista, psicopata e por ai vai..Até tem contexto diferente, mas continua sendo ofensivo ao individuo. A diferença é que quando eu uso o termo conservadia eu não adoto a todas as conservadoras, muito menos a todas as mulheres anti-feministas. Adoto apenas aquelas que claramente tem discurso para chamar atenção e/ou não aparentam seguir com o que pregam na sua vida em geral. 

Eu entendo que devemos nos impor a determinadas ofensas, mas eu também entendo que ofender não é crime e ser ofendido todos nós somos, basta saber se é verdade ou não e como você lidará com isso. Antigamente eu ficava irritada de ser chamada de feminazi até entender que é um termo pejorativo e que não me afeta em nada, não é a minha realidade. Isso inclui vagabunda, vadia e outras ofensas. Eu tenho direito a rebatê-las se achar necessário mas não tenho direito de censurar indivíduos por achar que eles não tem direito de me ofender.

Em suma, o direito de discordar é valido, mas não venham tentar fazer psicologia reversa com meia dúzia de argumentos pífios, e apelos querendo induzir que meu posicionamento não é feminista ou não é individualista, pois se achar necessário eu as rebaterei sem me importar com o sexo, pois antes de qualquer coisa, vocês são indivíduos.

Estupro, ''mina dos 30'', sociedade e considerações



Me perguntaram algumas vezes essa semana se não iria falar sobre o 'estupro na favela'. E eu disse que preferia não falar sobre o caso e não fazer julgamentos sobre ele. Respondi um comentário ou outro mas nunca afirmando ter ocorrido ou não o estupro, por não achar correto definir algo por meias palavras enquanto os órgãos responsáveis estavam investigando. Não cabe a mim, cidadã, definir algo que ainda estava em curso das investigações.

Mas desse caso da ''mina dos 30'' nós podemos tirar várias lições, sobre nossos atos e a sociedade, quando observamos racionalmente e numa visão panorâmica.

A primeira coisa que me chamou atenção nesse caso, foi a quantidade de pessoas que assistiram o vídeo e a maioria é contra exposição de material sexual de terceiros sem o seu consentimento. É importante realizarmos uma avaliação da nossa própria conduta com relação a isso. Ora, se eu sou contra a esse tipo de exposição, seja em vídeo ou foto, para que eu vou alimentar essa situação assistindo? Não adianta esbravejar e fazer textos sobre revenge porn, se você mesmo assiste o que critica. E por favor não usem como desculpa o suposto estupro, vocês assistiram pois quiseram, tiveram curiosidade. Eu não assisti e não me arrependo, pelo contrario. Estão dando mais combustível ao motor que querem parar.

A população virou testemunha, advogado e juiz. De repente todos sabiam exatamente o que tinha acontecido, tanto os que negavam que existiu crime quanto os que afirmavam que foi estupro. E tudo isso por algumas informações da mídia, um vídeo e umas fotos. Poucos tiveram o cuidado de não entrar nessa ''guerra'' e aguardar o andamento das investigações.

A quantidade de pessoas relativizando o estupro foi assustador. Se eu tinha alguma esperança na sociedade, ela foi assassinada por vocês.Impressionante os comentários referentes ao caso. Pessoas que presumiram que foi estupro mas que relativizaram ele como se não fosse importante por causa da vida da moça. Muitos, talvez por ignorância, não entendem a diferença de sexo com consentimento e o estupro. Eu me deparei com comentários que dizia que se ela aceitou transar com 20, mesmo que ela tivesse desacordada não era estupro. (AHm?!?!?!) Mesmo que ela tivesse aceitado se no meio da orgia ela falar ''não quero mais'', ela dormir, ou esta incapacitada de decidir por si mesma, é estupro. Não importa se for uma freira ou uma prostituta. Não é não! E o direito a sua propriedade(seu corpo) deve ser respeitado acima de qualquer coisa.

Tão ruim quanto a relativização do estupro é a banalização do termo. Dizer que toda mulher é estuprada, que olhar pro decote, encostar no braço ou até mesmo tentar roubar um beijo é estupro, é tão absurdo e irracional quanto dizer que a mulher merecia ser estuprada por estar de mini-saia. Entendem? Banalização é tão ruim quanto relativização.

Grande parte, tanto de militantes feministas e de esquerda quanto os que foram contra essa onda querem vencer no grito. O que eu pude ver, dos debates que participei e li, das paginas que comentaram sobre, é que eles afirmavam com toda certeza o que havia ocorrido e esbravejavam ódio. Não se importaram em aguardar, em questionar a situação, em racionalizar. Era como se um lado defendia que foi estupro, o outro sendo anti-feminista deveria presumir automaticamente que não é estupro. E eu tenho visto muito isso, as pessoas - no geral - estão assumindo posições e opiniões para ser contrários ao grupo que repudia.

Estão surgindo muitos casos de denuncias, tanto na delegacia quanto histórias no facebook de mulheres, em geral militantes, que denunciaram homens por abusos sexuais e no final era apontado como mentira, seja para alimentar uma estatística sobre o assunto ou como vingança. Nós não precisamos disso, esse tipo de atitude não ajuda em nada e ainda abafa casos reais com vitimas reais que são muitas, milhares.

Toda vez que o assunto estupro surge nas redes sociais é relacionado a uma defesa a cultura do estupro e frases de impacto de que ''homens são estupradores em potencial'' e/ou ''toda mulher é estuprada diariamente''. Em ambos os casos uma mentira extrapolada por militantes.

Então eu sempre me pergunto: Quando vamos falar sobre os casos de estupro marital? Quando vamos falar sobre prostitutas que são estupradas? Quando vamos falar sobre a diferença entre consentir em um sexo e estupro? Quando vamos falar de casos de estupro de crianças? De mulheres sendo as perpetrantes? Quando vamos explicar sem apelo emocional o simples fato do direito a sua propriedade e que não é não?

Quando você se depara com a maioria das pessoas tendo pensamentos extremistas, surreais, absurdos e se vê em uma minoria, uma pequena parcela que fica entre os extremos, tenha certeza que nós estamos doentes. Nossa sociedade esta doente. Estamos quebrados por dentro e por fora. E agora? Ficaremos a mercê dessa onda de insensatez ou reagiremos?

Não, Linderberg!

Ao me deparar com essa imagem não me surpreendi. É comum do PT usar as mulheres como massa de manobra, bem me lembra nas eleições Dilma dizendo que foi vitima de machismo (sexismo), alias é bem comum ela colocar a culpa no sexismo pelas criticas a sua falta de capacidade administrativa e seus discursos completamente constrangedores com palavras desconexas. 

É ululante que a luta desses indivíduos não é por democracia e sim pelo poder e seu ganha pão. E para isso são capazes de usar todas as armas possíveis até mesmo uma vergonhosa imagem sem sentido como esta(print). Busquei resposta doLindbergh Farias, mas não obtive êxito.

A questão do impeachment não é referente a ela ser uma mulher, até porque a mesma esta no SEGUNDO MANDATO. Usar disso é de uma desonestidade intelectual e um desvio de caráter. Não devemos nos silenciar, nem permitir que sejamos usadas como 'cães de guarda' de um dos partidos mais corruptos e trambiqueiros que temos nos tempos atuais. Vale ressaltar que também é o partido que mais alimenta ódio entre os brasileiros, inserindo a ideia de guerra entre coletivos, alimentando diferenças entre os indivíduos e colocando uma pitada de ódio em movimentos sociais.

Não sou partidária, não sou defensora do Temer nem de nenhum outro partido ou político. Eu apenas considero um absurdo a tentativa de usar mulheres para creditar um golpe sexista. Uma Presidente afastada que desde que era Executiva da Petrobras, tem furos em suas gestões, grandes furos e perdas de dinheiro.

Dilma não esta sendo afastada por ser mulher, pois se fosse esse o caso, ela nem se quer teria sido eleita duas vezes. Dilma esta sendo afastada por irresponsabilidade e má administração. Isso nada tem a ver com a defesa da democracia, isso tem a ver com um jogo sórdido de poder, dinheiro e corrupção.

Os petistas tendem sempre a relativizar crimes para colocar em um contexto de apelo emocional. Seja recentemente o uso da palavra estupro, como agora usando feminicidio. Relativizam a dor das mulheres na nossa sociedade, humilham as mulheres com piadinhas e muitas acabam por defende-los por colocarem um partido a frente da sua luta. Parem de abaixar a cabeça para políticos que só te vêem como marionetes.

No mais, Sr. Faria, pare de alimentar a população com ódio e use seu tempo para responder sobre seus processos. Afinal de contas, o senhor é um dos lideres de investigações, inquéritos, desvios e afins. Tem muito o que explicar a justiça e a população.

QUEDIABÉISSO DE TEORIA QUEER?




A Teoria Queer criou na déc de 80 o conceito de heterossexualidade compulsória e heteronormatividade.

Heterossexualidade compulsória, tem como principio cultural que todos os sujeitos nascem e devem ser heterossexuais. É a necessidade em um regime de discursos que esta inserido na política, na religião, na família em que as pessoas nascem heterossexual.

Heteronormatividade é o conceito que denota que a pessoa deve ter um comportamento heterossexual mesmo que ela não seja heterossexual na sua vida. Padronizar pessoas no campo sexual, visual e cultural. Você deve apresentar determinado padrão heterossexual em publico.

No raciocínio da Teoria Queer, a heterossexualidade compulsória significa que todas as pessoas que não são heterossexuais, ou são doentes ou precisam ser explicadas. E os indivíduos que defendem esta Teoria, acreditam que ao estudar os indivíduos sobre sua biologia e sua vivencia, ou seja, achar uma origem, já da testemunho de que existiria uma norma ou um padrão por trás. Com isso eles rejeitam qualquer relação de traumas na infância e fundamentação biológica para focar em total construção social. É como se gênero, sexo e sexualidade fossem totalmente consideradas uma construção social e não existisse outras questões a cerca do individuo que denominasse a sexualidade.

Não estou dizendo que gênero e sexualidade vem de traumas na infância ou de alguma espécie de vivência, mas sim que a Teoria nega qualquer fator cientifico e psicológico para respaldar que tudo não passa de construção social. Trocando em miúdos, diante da teoria eu não tenho necessidade e não devo me definir sobre meu sexo, gênero ou sexualidade. Na minha visão é como se eu fosse uma tela em branco com relação a sexualidade, como se me anulasse como mulher, heterossexual e cis, pois de acordo com a Teoria Queer tudo que me rotulei é apenas uma construção social, ou seja, fui doutrinada a ter essa identidade diante da sociedade.

Judith Butler por exemplo acredita que o ato de definir se é menino ou menina ao nascer pela genitália deve ser abolido. Judith também acredita que tanto gênero, sexo e sexualidade é performance( Teoria da Performaticidade), ou seja, é construído. São atos repetidos que dão a sensação de uma natureza. Outro conceito criado pela filosofa francesa Catharina Malagon, é um conceito de plasticidade no qual nós somos plásticos e nos moldamos. É a transformação dos sexos no visual e em ações construídas socialmente.

Este discurso na verdade já se encontra anteriormente na filosofia ocidental, no qual chamam de Filosofia da Diferença e foi aproveitado para a Teoria Queer. Nietzsche dizia que deveríamos transvalorar as coisas, avaliar até que ponto deve-se conservar as coisas e o que deferia reavaliar e mudar. Ele inclusive cita a questão da transvalorização referente ao cristianismo, o que é de importante manter e o que não é, como dogmas, igreja e conceitos de pecado, por exemplo. E ele e outros influenciaram toda uma tradição filosófica, no qual foi chamada de Filosofia da Diferença colocando-se contraria a Filosofia da Identidade.

A Teoria Queer acredita que tudo relacionado a identidade do individuo é fluido, socialmente construído, performado, plástico e sistêmico. É como se esses conceitos fossem observados e que não há uma ontologia do todo, mas sim uma relação de mediação cultural dos marcadores biológicos. O que torna uma espécie de teoria do negacionismo biológico, ao meu ver. É importante frisar que não existe apenas o homem e a mulher, também existe indivíduos intersexuais, mas isso não quer dizer que devemos negar a biologia e acreditar que tudo não passa de uma espécie de história fictícia utilizada para doutrinar indivíduos culturalmente baseando-se em definir sexo, gênero e sexualidade.

No bojo dessa discussão é importante entender que devemos ultrapassar a Filosofia da Identidade e da Diferença, pois não é produtivo comprar todo o ''pacote'' de uma ou de outra. Não existe como identificar uma diferença pela diferença, se você não tiver a identidade para realizar o contra peso. Uma pressupõe a outra.

Basicamente a Teoria Queer abre mão da regra pela exceção. Contudo a exceção só existe se existir a regra. Parafraseando Platão: Não tem como saber se um ponto esta parado se não tiver coisas em movimento em torno dele, e vice-versa.

Devemos ver as diferenças, mas não impormos conceitos que negam a biologia em prol de uma teoria que se baseia em dizer que tudo é uma construção social onde a mesma deixa de ter coerência quando se baseia em uma Filosofia da Diferença, onde o ponto de partida é a exceção a regra. A Teoria Queer e o pos-modernismo tentam negar a existência de um sexo biológico, tentam deturpar conceitos lógicos referentes a sexualidade do individuo para impor uma idéia de que tudo não passa de construção social. 

A SÍNDROME DA MILITÂNCIA ARROGANTE.



Quando mulheres pensam diferente dessa militância do feminismo moderno, elas dizem que não estamos pensando direito, que queremos ''biscoito'' e que fomos tão doutrinadas que não vemos o sexismo agindo por nós. Ou pior, perdi a conta de quantas vezes fui citada como homem, pois ser mulher livre e independente para questionar esse feminismo moderno, não existe. Só pode ser homem. Pasmem, eu não posso ser mulher e nem feminista se penso diferente delas. Pelo menos é o que elas em sua enorme arrogância acham.

Quando meninas jovens tem atração por homens mais velhos e se relacionam por vontade própria, eles infantilizam a mulher tornando-a incapaz de definir o que é certo e errado para ela. Inapta.

Quando mulheres escolhem se prostituir, elas dizem que elas estão servindo ao sexismo. Elas dizem que a mulher não tem escolha, mesmo que muitas que estão nessa profissão decidiram, voluntariamente, por se prostituir por causa de maiores lucros.

Quando uma mulher negra expõe um pensamento diferente dessa maioria militante, ela é considerada uma oprimida usada pelo opressor, incapaz de entender o racismo que sofre, incapaz de ver sua posição na sociedade. Chegam a chamar de ''negropéia'' ou ''preta da casa grande''.

Afinal, para que serve esse feminismo? Feminismo que inferioriza, infantiliza, torna a mulher medíocre, incapaz. Quer ser a voz de todas as mulheres, ditar o que devem ser, vestir, dizer e muitas vezes com quem deve se relacionar.

Nossas mães, tias, avós, bisavós já lidaram com sexistas que diziam que elas não eram capazes de decidir sobre si mesmas, de ter voz, de entender seu meio. E agora, em pleno séc.XXI surge essa militância que quer tirar o lugar deles e fazer o mesmo com as mulheres? Querem ser a voz das mulheres, impondo sua opinião e as atacando quando são contrariadas.

Falam tanto de abuso psicológico e eu vejo varias meninas sendo abusadas, se aproveitando de situações traumáticas em sua vida, o mesmo feminismo que diz cuidar delas. Ao invés de ajudar, usam seus medos de forma torpe incutindo mais medo, mais culpa, mais pavor.

Que feminismo é esse de vocês, que só serve para massagear egos inflados como os de Sthefanie's e Dijalmilla's, enquanto tentam silenciar mulheres nas quais discordam de vocês, nas quais são verdadeiramente LIVRES. Desse feminismo, o Mundo e nós mulheres, realmente livres com opiniões próprias, não queremos mais.

Se outrora Simone de Beauvoir dizia: ''O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos.''

Eu vos digo hoje: ''O oprimido, por vezes, quer tanto ser o opressor, que se torna o opressor dele mesmo.''

Marcia Tiburi: O ''estupro'' politico.

Sem entrar no mérito de ser um regime legal ou não, pois isso depende do seu posicionamento ideológico, a democracia esta longe de ser algo que possa ser usado por pessoas que atualmente chamam impeachment de golpe mas outrora eram os maiores apoiadores do mesmo movimento na época do Collor. Dito isso, preciso falar algumas coisas sobre o vídeo linkado no final.

''Estupro politico'', Sra. Tiburi? Que leviandade lhe tomou conta para dizer tal sandice? Desrespeito não apenas com as reais vitimas de abusos sexuais, mas também com toda população sofrida que diariamente é torturada por um Governo medíocre que conseguiu, a despeito de tanta riqueza, destruir nossa nação.

Um total absurdo, desrespeito aos indivíduos que cansados, lutando para sobreviver em filas de hospitais, suplicando ajuda policial em meio a guerra do trafico, suplicando por emprego, por alimento, por saneamento.

Um total desrespeito, julgando a sociedade como limitada intelectualmente, tentar transformar um dos maiores casos de corrupção em que a própria Presidente diz que não irá renunciar pois outros governos cometeram os mesmos atos (os mesmos virgula). Onde a Presidente tentou dar um golpe para salvar o Lula de um processo. Que absurdo, ignorar toda a questão politica-sócio-econômica, crimes, improbidade e todo cenário econômico para induzir que a situação atual no Brasil é uma simples guerra de sexo.

Não, Sra. Tiburi. A Presidente Dilma não me orgulha, nem nunca me orgulhou. Ela nunca me representou e eu me sinto afrontada e todas as mulheres deveriam se sentir ao induzirem que uma mulher que ri de uma piada sobre estupro seja representante de mais da metade da população simplesmente pelo fato de ser mulher.

Uma democracia não é feita por mulheres, uma democracia é feita por indivíduos. Pelo povo independente de sexo, raça, credo, classe social pois todos somos brasileiros e vivemos em uma sociedade que deve evoluir e não retroceder como a senhora, o PT e toda essa corja faz questão e se esforça tanto para.

Não existe dialogo com pessoas corruptíveis, não existe dialogo com sociopatas, não existe dialogo com quem nos rouba e tenta nos iludir com inverdades e manipulações mesquinhas, levianas e absurdas. É ululante o quão absurdo é o seu discurso e eu te digo com toda certeza: Não existe dialogo com autoritarismo e bandidagem.

Sou mulher, sou feminista, sou individuo. Me nego a ser representada pelo que tem de pior no Brasil. E você nem ninguém tem direito de falar por mim.

A senhora é uma vergonha!

#MinhaVoz

#Ju

Link do vide-o: https://www.youtube.com/watch?v=VL96DqTdnQk

A verdadeira invisibilidade: abuso psicológico e emocional materno.


Muito se fala sobre invisibilidade no feminismo. Quando o assunto é esse, sempre são citadas mulheres negras, trans e LGBTs. Eu discordo. Existiu um tempo em que eles foram invisíveis na sociedade, mas hoje eles não são mais. São fartamente debatidos, tão debatidos que esquecemos do que sempre foi invisível aos nossos olhos, por motivos culturais, para negar a existência, por evitar se envolver. Do que eu estou falando? Estou falando de mães abusivas.

Quando procuramos informações sobre mães abusivas, as primeiras respostas é sobre mães em depressão pós-parto, mas a verdade é que muitas mães abusivas não tem depressão. Conhecemos pelo menos um caso de mulheres que tem histórico de abuso psicológico e emocional de sua mãe. As vezes você nem se deu conta, mas é muito mais comum do que imaginamos. E no entanto não se vê falar muito, e quando aparecem esses casos a culpa é sempre da criança que esta passando por uma faze difícil ou aquela velha desculpa do ''ela é mãe, ela sabe o que faz''.

Abuso emocional na infância tem efeitos devastadores. Ofensas e humilhações podem traumatizar o individuo ao ponto de tentar cometer suicídios, de não ser capaz de realizações em suas vidas. Poda totalmente a personalidade do mesmo, suas motivações, sua auto-estima, acreditando assim não ter valor algum, acreditando fielmente nas ofensas proferidas pela sua mãe.

Conheço uma moça que viveu sua vida inteira tendo que lidar com sua auto-estima baixa devido aos ataques de sua mãe e dentre pensamentos suicidas, em um certo momento de sua vida acreditou que era realmente louca e quase pediu internação. Ninguém nunca se importou. Os familiares fingiam que não viam. As pessoas preferiam acreditar que a criança era complicada e pobre dessa mãe. Mas a verdade é que desde nova, ela ouvia de sua mãe que ela não tinha valor, que não servia para nada, que era um estorvo e coisas mais pesadas que não cabe aqui relatar. A verdade é que ela foi e é vitima de uma mãe abusiva.

Como mudar isso? Como mostrar para essas jovens que elas não são loucas, não são desprovidas de valor e que a doente é a própria mãe que como uma sanguessuga emocional usa do poder que exerce sobre sua cria abusando psicologicamente dela?

Mais: http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2015/03/pesquisa-comprova-que-ofensas-na-infancia-refletem-na-personalidade.html

SOMOS TODAS FRIDA KAHLO?


Vemos muitas feministas enaltecendo Frida Kahlo, muitas dizem ''Somos todas Frida''. Mas somos mesmo?

Frida Kahlo teve uma trajetória excêntrica e cheia de histórias, amantes e sofrimento. Na sua juventude foi uma mulher a frente do seu tempo, usava roupas que não era de costume, fez esportes por incentivo do seu pai devido a uma doença que a deixou manca, e entrou em uma faculdade. Conheceu Alejandro Gomez Arias, que foi o primeiro amor de sua vida. Em 1925 voltando para casa com Alejandro, sofreu um acidente grave, mas sobreviveu e retomou as suas pinturas inusitadas que consistia em retratar a si mesmo e os seus momentos de forma surrealista. O seu primeiro auto-retrato fizera para Alejandro, como pedido de desculpa apos o mesmo descobrir que fora traído inúmeras vezes por Frida. Ele aceitou o retrato e se reconciliou.

Aos 21 anos, Frida, apesar das seqüelas permanentes do seu acidente, começou a conhecer outras pessoas nas quais foram atraídas ao México pela situação cultural livre da época, e conheceu vários pensadores políticos, exilados, artistas, e encontrando novamente um famoso artista, Diego Rivera. Eles se casaram, mas o casamento deles foi um misto de sonho e pesadelo. Frida vivia exclusivamente para o marido e é assim que ela escolheu viver. Usava roupas que ele gostava, vivia em função da vida dele. Um dia ela descobriu que Diego tivera um caso com sua irmã e resolveu separar e como forma de protesto mudar seu cabelo e sua vestimenta. Não durou muito e ela resolveu voltar para ele tendo um casamento aberto. Ambos se amavam muito mas eram infiéis. Diego não conseguia ser fiel a sua amada e em contrapartida Frida teve inúmeros casos com amigos e funcionários de Diego. Um relacionamento conturbado mas não caracterizado como abusivo como algumas pessoas gostam de citar. A verdade é que a despeito do enorme amor que um sentia pelo outro, eles não conseguiam ser fieis e suas saúdes tornavam as coisas mais difíceis. Ela era apaixonada pelo Mundo, por tudo que tem vida.

Frida nunca se rotulou como feminista e com relação ao comunismo ela só se voltou a ele quando se viu presa em uma cadeira de rodas com dores insuportáveis, viciada em analgésicos e no final de sua vida com medo de ficar sozinha. Ela tinha uma visão do comunismo, acreditando que seria uma comunidade, uma união de pessoas e defender isso não a tornaria sozinha. Ela acreditava que isso a protegeria da solidão.

Apesar do seu estilo diferenciado para época, das suas amizades e de seus quadros de Stalin e Mao, ela de fato nunca foi ativista política durante sua vida.

Uma mulher que sofreu pelas suas enfermidades, pelos seus destemperos e pelas circunstancias do seu casamento, mas nada além disso. Uma artista, uma mulher, uma história.

Eu particularmente a vejo como uma história triste de uma pessoa excêntrica que fez escolhas na vida e arcou com elas. Não gosto de suas obras, acho que tem um peso narcisista muito grande e não a vejo como um ícone feminista, até porque ela não era e nem é.

Se podemos chamar Frida Kahlo de feminista pela sua excentricidade, vida e obra artística? Bom, então chamemos Margaret Thatcher e Ayn Rand de feministas também, pois apesar de suas criticas ao ideal - que naquela época fora mais centrado em vertentes coletivistas e ativistas como Simone De Beauvoir - foram ícones femininos importantes no cenário político e mulheres a frente do seu tempo. Assim, de fato, somando algo para questões políticas e para as mulheres.

Não somos todas Frida.

#NaoSomosFrida

Ps.: Algumas pessoas consideram ela ativista comunista pelo meio em que viveu e os homens nos quais se relacionou: Diego e Trotsky . Eu, particularmente, considero que um ativista é mais do que se relacionar e ter amigos, é militar de fato.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Carta aberta a Luana Basto

>> Carta aberta a Luana Basto <<

Veio ao meu conhecimento que uma moça conhecida principalmente no meio conservador fez uma postagem sobre o Feminismo no qual tinha uma grande quantidade de inverdades e como me foi pedido uma resposta, darei. Acho importante esclarecermos alguns pontos principalmente pois somos criadoras de conteúdo na internet e devemos priorizar a verdade e não a ignorância.


Cara Luana Basto,

Li recentemente uma publicação sua em que falava sobre as raízes do feminismo e que cristãs não podem ser feministas. Você esta equivocada, cristas podem sim ser feministas e as raízes do feminismo não são as que citou.

O feminismo é separado em: Protofemnismo, Primeira Onda, Segunda Onda e Terceira Onda. O protofeminismo foi chamado assim pelos historiadores por ter surgido antes de nomear o ideal. Mulheres como a Cristina de Pisano é considerada uma das primeiras feministas,  uma poeta e filosofa italiana que viverá no séc. XIV e defendeu o direito das mulheres.  O período da Primeira Onda vem desde meados de 1800 até 1940, onde encontramos todo o movimento baseado em conceitos liberais e individualistas, onde de fato o feminismo se tornou uma ideologia filosófica e política. Neste período temos não apenas a conhecida como pioneira do feminismo @mary woll... como também uma enorme quantidade de filósofos e políticos tanto homens quanto mulheres que defendiam ideais individualistas e feministas, além das Feministas Quaker, que por sua vez também eram individualistas.

Feministas Quaker eram religiosas, a propósito eram notáveis ativistas abolicionistas e feministas. Exemplos como Susan B. Anthony, Lucretia Mott, Alice Paul, Elizabeth Cady, Lucy Stone, Harriet Tubman dentre outras. Todas cristãs, feministas e abolicionistas!
O feminismo é um ideal plural, pois ele consiste em vertentes que se diferenciam pelo víeis político. Nós temos as vertentes originais do feminismo que são as individualistas e as liberais e as Russas que eram coletivistas. O coletivismo se tornou forte após a Simone por volta de 1940(Segunda Onda do Feminismo). As vertentes interseccional, radical e marxista são vertentes originadas da Terceira Onda do Feminismo, são vertentes coletivistas.

Os ícones do feminismo que cita, são TODAS autoras e teóricas das vertentes de Terceira Onda, são todas coletivistas e algumas arrisco dizer nem são tão queridas pelas coletivistas assim. Valerie Solanas por exemplo é uma teórica muito preconceituosa e pouco falada por muitas feministas, apenas aquelas misândricas a adotam de fato como ícone do feminismo.

Simone de Beauvoir nem se quer é vista e nem deve,  como a raiz do ideal e sim como a raiz de uma vertente e utilizada por outras, as vezes erroneamente como é o caso do transativismo. Sara Winter era repudiada por coletivistas desde sempre pelo seu oportunismo e sinceramente é uma ofensa citá-la como ícone do feminismo. Ou seja, citou mulheres coletivistas, maioria misândrica que não são abordadas por parte das coletivistas que dirá por vertentes individualistas.

Eu não sei se devemos de fato chamar tais atos de protestos, acredito que sejam mais um terrorismo ativista, onde um determinado grupo ataca, depreda, agride com a desculpa de querer igualdade ou com a desculpa de ser minoria. Mas a verdade que em grande parte da história do feminismo as mulheres e homens que lutaram pelo seu ideal não apoiariam tais atitudes, muitas tinham a sua religião, todas defendiam que queriam seus direitos mas sem intervir no direito dos homens e muitas entendiam que liberdade individual é o caminho e não depredação patrimonial.

Curioso que nesta mesma semana eu li um comentário fantástico de uma amiga de facebook e seguidora da página em que ela dizia que não apoiava o termo privilégio. Basicamente quando temos um grupo especifico favorecido, não é por possuir privilégios é por possuir o básico para viver com dignidade, e os outros grupos não lutam para ter os mesmos ''privilégios'' que supostamente o outro grupo possui, eles lutam para ter o básico. Quando se usa a palavra privilégio, é um desserviço pois descaracteriza as demandas dos grupos que são vistos como minoria na sociedade. Faz parecer que a luta é sobre privilégios e não para ter acesso a condições básicas de dignidade e liberdade individual que alguns grupos já possuem.

Cada País tem sua cultura e sua história e dentro dele cada individuo tem sua vivencia e sua particularidade. No Brasil vivemos uma atmosfera mais liberal para as mulheres. Mulheres são mais livres, tem direitos, trabalham fora (se quiserem) e tem voz própria em sua maioria. Digo em sua maioria pois essa visão da mulher na sociedade vem muito das grandes capitais, na zona rural e nas periferias muitas mulheres sofrem com o sexismo e uma doutrinação na qual ensina-se mulheres a serem submissas aos homens. De forma nenhuma vou cometer o absurdo de dizer que estamos no mesmo nível de sexismo que existe na Guatemala e/ou Colômbia. E também jamais diria que vivemos em um patriarcado ou uma cultura do estupro como é em países da África e Oriente Médio. Mas é claro e não posso negar que esta idéia de sexo privilegiado e que as mulheres alcançaram culturalmente e legalmente a igualdade, é uma ilusão. Sim, mesmo no Brasil ainda é uma ilusão. Não acredito que devemos lutar contra o sexismo, que fere não apenas mulheres mas os homens também, com leis e protestos com seios de fora e palavras de ordem e ofensa gratuita, mas com educação, com informação e com persistência. Um dia chegaremos a não ver mais o homem e a mulher num contexto geral e legal, um dia veremos apenas o indivíduo.

Você diz conhecer a raiz ideológica do feminismo e que vertentes como a minha são apenas para atrair moças. Porém você claramente demonstrou não conhecer do que critica. As mulheres tem total direito de decidir se rotular ou não, e qual caminho ideológico seguir. Eu não sinto necessidade de vender algo que não é verdade, talvez você sinta.

Eu não sei em qual vertente se apóia quando fala sobre feministas boazinhas, pois seus conceitos sobre a ideologia estão completamente equivocados. Individualistas não apóiam radicais, pelo contrario. Eu, sou considerada uma pessoa irritante por algumas feministas e persona non grata no meio coletivista por sempre me impor sobre os absurdos existentes nas outras vertentes. Posso muitas vezes ser vista como a @cristina hoff sommers, a mais anti-feminista, feminista. Critico o que deve ser criticado como todas as reais feministas individualistas que eu conheço, tanto pessoalmente como as teóricas e icones do feminismo individualista: Cristina, Wendy, Cathy  e Joan Kennedy. E te garanto, faço mais frente a elas do que você, pois quando eu falo e rebato o que elas defendem eu falo com propriedade conhecendo o feminismo. É importante levantarmos assuntos referentes as mulheres no Mundo, mas é importante também questionarmos o feminismo e suas vertentes. Mas é importante ao criticar, entender do que critica.

''No momento que você declara que um conjunto de ideias é imune à critica, imune à sátira, ao  escárnio ou ao  desprezo, a liberdade de expressão se torna impossível.'' Salman Rushdie

'' Alguma feminista se manifestou quando a mulher ganhou cota na política? ''
https://www.facebook.com/clubedasfeministas/posts/1464740013825448

Não apenas na história do feminismo existiram cristãs feministas, mas existe um grupo atual chamado ''Catolicas pelo direito de decidir''. Além de vivermos em uma população majoritariamente cristã e religiosa, fatalmente uma boa parte das feministas são religiosas. Eu digo que é sim possível uma cristã ser feminista e é sim possível uma feminista não defender o aborto. Eu particularmente, não defendo o aborto, defendo a descriminalização. Ou seja, eu sou contra o aborto, mas a favor do direito de cada mulher decidir sobre sua propriedade (seu corpo). Não acho que você ou quaisquer pessoa tenha o poder de dizer se uma cristã pode ou não ser feminista, principalmente pela falta de informação a respeito que mostrou claramente no seu post.

Quer entender mais sobre feminismo? https://www.facebook.com/clubedasfeministas/posts/1504685403164242

Os  filósofos e políticos feministas individualistas e liberais não pertenciam a Escola de
Frankfurt, Agora Jeremy Bethan, Stuart Mill e Marques de Condorcet se ''reviraram na cova'' pela sua afirmação. rs

A esquerda tem um jogo de marketing e manipulação muito bom, ela trás uma idéia de oprimido x opressor, de privilégios, de guerra dos sexos, recorte de classe e lutas de um povo contra o outro e enquanto alimenta tais idéias ela cresce e se fortalece. Mas não é por isso que hoje em dia o feminismo esta tão fomentado na política de esquerda, é simplesmente pq o resto não da mais certo e eles precisam de algo para vender como bons samaritanos (que não são). Mas o seu erro é achar que todo um ideal feminista que tem séculos se resume a 50 -60 anos de vertente de esquerda.

Agora, atenção para o que eu tenho a dizer sobre um texto muito compartilhado:

90% dos divórcios são dados as mulheres a guarda de seus filhos. Na grande esmagadora maioria dos casos não existe briga pela guarda, é uma preferência de AMBOS os pais para que a mãe seja responsável pela guarda dos seus filhos. Atualmente este número esta mudando, pois alguns pais estão preferindo uma guarda compartilhada para ter ambos a responsabilidade legal sobre seus filhos. Em suma, as mães não ganham as guardas por uma questão sexista do jurídico, apesar de que de fato a relação que mulheres devem cuidar dos filhos é cultural.

De cada 11 mortes por violência 10 são de homens, e homens são maioria esmagadora dos criminosos e agressores destas mesmas mortes. Existe um problema que vejo e isso é de ambos os lados, quando resolvem citar esse tipo de dado, eles generalizam muito e enfatizam muito sem grandes informações. Veja, quantas dessas mortes de homens ocorreu após um estupro? Uma violência doméstica? Por uma questão de crime de ódio alimentando por uma idéia sexista? É muito fácil pegar um número e querer usar ele contra o ideal feminista, sendo que essas mortes além da maioria ser realizada por homens, muitas delas são latrocínios, acidentes, tiros perdidos...

Eu fico perguntando sempre, por que as pessoas enaltecem tanto o tal do canudinho, parece que só se tiver o tal do canudinho as pessoas vão ser levadas a sério ou serem grandes empreendedores e coisas do tipo. Mas o fato é, por quais motivos os homens são apenas 40% nas universidades? Eles são repelidos? Eles são proibidos? Eles apenas escolhem não entrar, ou não tem condição financeira para isso. O fato é que não é uma relação de opressão aos homens na sociedade e nem de sexismo, é uma questão de escolha individual. Eles não são proibidos, eles apenas decidem pela sua vida, assim como as mulheres.

Como assim homens não tem hospital especializado? Como fica então o Hospital do Homem, o primeiro inclusive foi inaugurado
em abril de 2008,em São Paulo na Av. Brigadeiro Luís Antônio, 2651 - Jardim Paulista.? E antes que digam, o Dia Internacional do Homem é 1 9 de novembro  e o Dia Nacional do Homem é 1 5 de julho.

Os gastos com campanhas governamentais são jogadas de marketing e o Câncer de Mama tb mata homens, mas eu não concordo com os gastos e acredito que posso falar pelas individualistas sobre isso.

Homens são 80% dos moradores de rua e cometem 90% dos suicídios. Por quais motivos se tornam moradores de rua? Por quais motivos cometem suicídio? Suicídio em geral vem de problemas psicológicos e moradores de rua também, além de drogas, a família expulsou por causa da sexualidade, ou por falta de dinheiro. Mas afinal, quantos desses sofrem e estão nessa situação pelo simples fato de ser homens ou por uma ideologia que coloca homens como inferiores as mulheres?

Outrora quando se discutia sobre direitos das mulheres no Brasil e pessoas como Juvenal Lamartine e Bertha Lutz junto com o Partido Liberal defendiam que mulheres poderiam votar, outros que eram contra diziam basicamente que se as mulheres conseguirem seu direito ao voto o que elas vão querer mais? O lugar dos homens na guerra? Cogitavam isso uma piada, um absurdo pois a mulher era vista como frágil como incapaz de liderar e por isso que ao longo dos anos a mulher não é ''obrigada'' a se alistar e apesar de não ser obrigada, quando se alista é direcionada a banda ou a escritório. Eu não defendo a obrigatoriedade, pelo contrario. Mas hoje poucos são os que de fato são obrigados a se alistar, muitos deixam de se alistar dizendo que estão fazendo faculdade e são liberados.

Já a licença maternidade é relação trabalhista e eu acredito que se for defender a CLT que seja um prazo de licença igual a ambos os sexos, até porque ambos devem se responsabilizar pela criação do filho. (https://www.facebook.com/clubedasfeministas/photos/pb.1461726260793490.-2207520000.1451441727./1463634147269368/?type=3&theater )

A disparidade de tempo de serviço é relacionado a idéia que o Governo e a sociedade tinha de que mulheres faziam dupla jornada, ou seja, pertencia a elas a obrigatoriedade de cuidar da família e realizar serviços domésticos. Ainda temos este tipo de núcleo familiar, mas já nos modernizamos o bastante e existe um projeto que coloca a idade e o tempo de serviço de ambos iguais. Torcemos para eles aprovarem.

Sabe o famoso Titanic? Pois é, tão famoso mas não era regra. Alias a regra na época era não ter regra. Cada um por si e salve-se quem puder.

Por muito tempo determinados serviços eram destinados a determinados grupos de acordo com o sexo, considerando mulheres frágeis e pela questão muscular elas foram levadas a crer que os serviços delas seriam cozinheiras, costureiras, enfermeiras e os homens serviços que requer força. Hoje em dia as coisas estão mudando.

Mulheres pedreiras: https://www.youtube.com/watch?v=W_qah9wmV-U

Mulheres lixeiras: https://www.youtube.com/watch?v=Z35fC_eeF88
Mulheres Carpiteiras: https://www.youtube.com/watch?v=Sd9aWKrkinc

Eu até concordo que o feminismo contemporâneo  tende a se basear em falsas premissas para tentar usar emocionalmente as pessoas afim de usar um recorte de classes e fazer uma guerra de oprimido x opressor. Mas seu texto não esta tão longe, e esta usando também falsas premissas.

De acordo com alguns historiadores, o termo feminismo foi usado pela primeira vez  para fins políticos e jornalísticos por Alexandre Dumas Filho.  Então não me leve a mal, mas você esta muito desinformada. O ideal não é como se fosse um ''grupinho da luluzinha'', a despeito do feminismo radical (que repudia homem feminista) os homens feministas foram de extrema importância para a conquista do direito das mulheres e não é tentando tornar o ideal como um jogo de engenharia social que você conseguirá tirar o peso histórico e teórico dele.

Luana, se você leu até aqui e espero que sim, no inicio dessa pagina tem links para vídeos, livros e artigos maravilhosos sobre o feminismo libertário (individualista) e que pode esclarecer muito suas duvidas a respeito do ideal. Coloco-me também a sua disposição ou de quem tiver interesse de conversarmos sobre o feminismo de uma visão individualista, acredito que as outras adms também estão disponíveis para quaisquer duvida referente a isso. Além disso, você poderá contatar mulheres como a feminista libertária Sharon Presley e Wendy McElroy, elas respondem via facebook.

Veja, eu nunca li Sakamoto, sou bloqueada e odiada pela Feminismo sem Demagogia e não suporto Quebrando o Tabu. Então te convido para ler paginas e artigos que eu leio e compartilho aqui mesmo na pagina Clube das Feministas e no grupo. Indicamos paginas que estão curtidas e que são de víeis ideológico individualista.

O problema quando criticamos o que não conhecemos é que acabamos passando desinformações  e cometemos erros crassos. Cada vertente tem sua pauta especifica, algumas defendem Estado paternalista, outras acreditam em conceituar Marx no feminismo e assim vai. Nós, não defendemos paternalismo estatal, não defendemos feminicidio e muito menos cotas. Nós defendemos liberdade individual e que as mulheres tenham voz e não que o feminismo seja a voz delas e muito menos tirar a voz de homens, pois ambos são indivíduos importantes para manutenção da sociedade.  Meu feminismo não segrega, não usa recorte de classes, não defende visões de oprimido x opressor. Meu feminismo defende o individuo e milita para que as mulheres tenham sua voz e decidam sobre sua vida.


Racismo resposta.

 19 de outubro de 2015 · Editado 
 
Aviso: Texto Grande de desabafo e resposta. Duvido vc ler tudo rs

Pois bem...

Eu li quase todos os comentários, compartilhamentos, mensagens e citações. Deu trabalho, muito trabalho, mas quando comecei a ler e a ver os absurdos que estavam sendo proferidos por essa Esquerda Fascista, achei por bem me pronunciar ferozmente contra, pois pasmem, houve mulher feminista chamando quem discordava de vaca e puta, ameaças a integridade física dos outros e os comentários, basicamente, circulavam em ''racista, fascista, branca, nazista, sinhá, burguesa, patricinha'' e alguns que achavam que nós somos homens. Dentre esses comentários doentios, vieram outros que distorciam o que foi publicado. Contudo, para a minha felicidade, apesar do barulho que essa gente fez, a maioria dos compartilhamentos e comentários foram favoráveis à minha crítica.

Antes de entrar na questão da carta eu quero fazer um desabafo. Muitos vieram aqui induzir que eu era de classe média alta por me rotularem de branca. Hoje em dia, muitos ativistas tem travado uma guerra em que desconsidera o individuo. Coloca-se negros pobres e brancos ricos, sempre. Pois pasmem, não sou rica e não sou burguesa, não estudei na escola mais cara do Rio de Janeiro e a única viagem que fiz pra fora, foi aos 6 anos custeada por um avô adotivo. Já tive fartura e já passei fome, já andei 4 Km da minha escola, quando criança, até minha casa pra economizar dinheiro, já morei no pé do morro e já me escondi debaixo da cama por causa dos tiros. Já sofri assedio físico, já recebi ameaça de espancamento e estupro. E não tenho formação acadêmica. Eu não preciso relatar a minha vivencia como justificativa para poder argumentar sobre algo que afeta a todos. Esta menina Poliana, como tantos outros que vieram aqui ofender e ameaçar, são pessoas problemáticas que vendem uma imagem que não tem. O que eu tenho a dizer é diretamente para vocês, ''polianas''. Tenham vergonha dessas atitudes autoritárias e racistas de vocês, tenham vergonha de julgar as pessoas pela cor quando você nem se quer as conhece. Tenham vergonha desse argumento de divida histórica e principalmente tenham vergonha desse recorte social. Pois é esse recorte social que faz todos vocês serem injustos e racistas. Eu, hoje não tenho dinheiro para ir pra Cidade vizinha enquanto a moça do vídeo fez viagem internacional. Milhares de brancos e latinos passam fome, lutam para se manter e manter suas famílias e quando vocês induzem que pela ideia estapafúrdia que essas mesmas pessoas são burgueses pq não são negros me enoja e deveria enojar a todos. As lutas pela liberdade dos povos deve ser algo importante e com uma grande responsabilidade, responsabilidade esta que muitos não estão tendo.

Quando vocês distorcem tudo para fazer uma guerra de etnia e sexo vocês destroem um pouco do que foi conquistado. Vocês fazem as pessoas não quererem proximidade, pq pessoas cheias de ódio não fazem bem nem pra eles que dirá pra sociedade. Este foi um caso que todos vocês deveriam parar e auto analisar suas atitudes. Não existe justificativa que desculpe comportamentos irracionais, agressivos e preconceituosos que vocês, indivíduos que se dizem do Movimento Negro e do Feminismo andam proferindo. Então, parem! Parem de achar que um individuo é melhor do que o outro pela cor de pele. Parem de julgar dessa forma, parem de se vitimizar, parem de achar que vivem em uma guerra. Só parem! Pois hoje vocês me julgaram como a rica e a menina da USP pobre, enquanto era o contrario. Recorte de grupos sociais é extremamente injusto e anula a vivencia do individuo. Parem de julgar os outros pela sua etnia. As pessoas não devem nada a vocês por não serem negras. Não devemos nada.

Dizem que não sou feminista de verdade (rs) por não ser de esquerda, por não apoiar vitimismo, por criticar mulheres assim como critico homens. No entanto, eu olho para vocês como indivíduos capazes pensantes cada um com seu ideal e com sua opinião, e vocês olham pra mim como uma branca, burguesa, patricinha. Quem diferencia quem por etnia e por classe? Quem que julga indivíduos pela cor de sua pele e segrega a sociedade, alimentando uma guerra de sexo, classe e etnia? Não me interessa que me respondam, me interessa que parem e pensem se é realmente esse ódio, esse autoritarismo, essa arrogância que demonstraram aqui, que querem propagar, se é esse ódio que irá alimentar a empatia dos outros, se é esse ódio todo que irá agregar pessoas para sua causa e se realmente a intenção de vocês que tem tais atitudes iguais ou similares a menina do vídeo e aos comentários é tornar um Mundo melhor para seus filhos, netos... Não quero resposta e sei que muitos vão ignorar o que eu estou falando, mas outros não. Então, é a esses outros eu digo: não se lava sangue com sangue. Não se desconstrói preconceito sendo preconceituoso.

Superamos tanta coisa como sociedade e parece que, por vezes, paramos no tempo. Paramos quando os ativistas ficam tão extremistas que fogem da realidade para defender uma idéia que é exatamente o que eles dizem lutar contra. Extremismo é como dar um tiro no próprio pé. Não é porque existiu uma pichação racista no banheiro de uma universidade que dará direito a mulheres ofenderem de forma tão agressiva pessoas só por não serem negras. Esse tipo de atitude deve ser repudiado independente de ser negros, brancos, latinos.

A carta aberta é direcionada ao vídeo das feministas da USP. Em nenhum momento foi citado o Movimento Negro ou generalizado às mulheres e aos homens negros. Parece que uma parte das pessoas não conseguiram alcançar uma mensagem clara, direcionada ao vídeo, e quiseram distorcer todo o texto para induzir que eu seria contra o Movimento Negro ou, pior, seria contra os negros. O que isso é uma piada de muito, mas de muito mal gosto.

Um trecho que deu muito o que falar foi dizer que negros vendiam negros. O que teve gente me mandando estudar foi surreal. E é curioso pois eles realmente negam a história da escravidão no Mundo para reafirmar que devemos a nossa alma. Teve uma que disse que a escravidão foi inventada pelos brancos. Olha o nível que as pessoas chegam para defender seus ideais cegamente?! Povos africanos escravizam uns aos outros há mais de 10 mil anos. Existiu escravidão na Idade do Bronze, no período dos romanos. Brancos, africanos, japoneses, judeus...foram escravizados. Só o império Otomano fez escravos em três continentes (Europa, Norte da África e Ásia). Mais de 1 milhão de europeus foram escravizados por traficantes norte-africanos entre 1530 e 1780, inclusive africanos buscavam mulheres no litoral da Espanha e Portugal para escravizá-las. Colonizadores escravizavam indígenas. O maior traficante de escravos brasileiro era negro, filho de escrava negra e tinha seus escravos pessoais e 53 esposas - estou falando do Francisco Felix de Souza. Então não me venham com divida histórica, pois seu povo também escravizou o meu.

Falar isso desmerece a luta? Não! Falar isso é dizer que o racismo não existe? Claro que não! A luta contra o racismo é importante e o racismo existe. Apenas é um fato histórico em que muitos ativistas ignoram para poder apelar para divida histórica. Outra coisa importante nesse debate é o significado de racismo. Racismo consiste no preconceito e na discriminação com base na superioridade de determinadas raças a outras. Existe racismo reverso? Não! Racismo é preconceito contra raças, podendo ser qualquer individuo - independente da etnia da vítima. Então não é o fator histórico que dará carta branca para o individuo ser extremamente preconceituoso e pregar superioridade em detrimento de outro pela sua etnia. Defender esse tipo de coisa é absurdo.

Quando as pessoas vinham dizer que o texto era racista, eu perguntava onde estava o racismo. E pasmem, NENHUMA resposta. NENHUMA!!! Recentemente, recebemos uma mensagem sobre denuncia em que a pessoa dizia que o texto era incitação ao ódio. Eu perguntei onde que eu incitei alguém contra negros, perguntei qual a parte que seria racismo, se seria aquela em que digo que todos somos indivíduos capazes, ou a que eu digo ter orgulho dos exemplos de pobres e pretos que superaram suas dificuldades e barreiras, ou se porventura é só por ter me posicionado contra cotas. E nenhuma resposta obtive.
Ontem, veio um rapaz dizer que eu disse que o racismo não existia. Eu perguntei onde eu dizia isso e ele me respondeu que no trecho ''Somos todos indivíduos pertencentes ...'' Eu ri, sim eu ri. Eu ri pois a frase total é ''Somos todos indivíduos pertencentes a uma sociedade em que todos, absolutamente todos tem a liberdade de seguir seu caminho e decidir sua história, CADA UM COM SUA VIVÊNCIA E SUAS BARREIRAS A SEREM ULTRAPASSADAS.'' Então, onde esta a negação da desigualdade social ou do racismo ou das dificuldades? Fica, obviamente, subentendido em ''sua vivência e suas barreiras'' a questão da desigualdade social. Vão inventar, vão distorcer e não terá uma resposta factível ao meu questionamento. Simplesmente porque as pessoas que estão criticando e dizendo que sou racista ou que o post é racista o estão fazendo por discordarem da visão individualista, porque querem textos que vitimizem os outros, que tragam guerra de classes e etnias, que façam recortes de classes e etnias em que coloque sempre um grupo como oprimido e outro como opressor.

Vem aqui, me chamar de racista, fascista, nazista e nem se quer sabe de fato o significado dessas palavras, porque é mais fácil proferi-las do que ver alguém que não diga ''amém'' para sua cartilha ideológica. Não sou eu que devo ter vergonha, são vocês que estão defendendo segregação e ódio. São incapazes de dar sua opinião sem incutir crime e adivinhações sobre a vida de outro individuo. Vocês deveriam ter vergonha do que estão fazendo com o movimento de vocês, segregando as pessoas, criando ódio e repudio.

Eu não te devo a alma, eu não te devo dinheiro e eu nem sequer te devo desculpas.

#eunaotedevonada #eunaotedevoaalma

#Ju

Link da imagem: http://imgur.com/UYmstkC

Ps.: Não tirei foto e nome dos prints pois todos sem exceção foram retirados da postagem publica da pagina e de compartilhamentos públicos.

Carta resposta a invasão da USP

 16 de outubro de 2015 · Editado 
 
>>> Carta resposta a invasão da USP <<<

Eu não te devo a alma, eu não te devo nada!

Não querida, eu não te devo a alma e minha família não roubou nada da sua família e sem sombra de duvidas muitas famílias de índios, latinos, caucasianos, orientais...Não roubaram sua família.

Escravidão aconteceu e por vezes acontece em outros países, mas se você se considera escrava é apenas escrava das suas idéias fora da realidade e uma visão deturpada da nossa cultura. Não, você não é escrava e eu não sou sinhá. Somos todos indivíduos pertencentes a uma sociedade em que todos, absolutamente todos tem a liberdade de seguir seu caminho e decidir sua história, cada um com a sua vivencia e suas barreiras a serem ultrapassadas, evidente.

Não foram os meus ancestrais que escravizaram sua família, foi em grande parte pessoas da sua etnia que os venderam. Milhares de povos no Mundo também foram escravizados e no entanto é apenas alguns negros que batem no peito xingando os outros por achar que sua etnia, ou melhor, sua cor de pele é carta branca para falar o que quiser e ai de quem discordar. Você pode falar o que quiser pois é sua liberdade de expressão, mas não venha me chamar de racista por não concordar com seu vitimismo, ok?!

Aos seus olhos, cheios de ódio e preconceito. Na sua cabeça cheia de raiva e dificuldade de se aceitar, coloca culpa em terceiros para suavizar sua dor e sua culpa do que você é hoje, ou do que se tornará amanhã. Não, eu não te devo nada.

Sua mãe preta não limpa meu chão e não limpa o chão de muitos. E limpar o chão, minha cara, não é vergonha não. Auxiliar de serviços gerais à empregadas(os) domesticas(os), todos recebem pelo serviço que fazem e o fazem sem serem obrigados. Um emprego como qualquer outro com seus diferenciais de atividades e valores, de certo, como qualquer outro. Não são negros ou mulheres apenas, milhares de pessoas no Mundo trabalham na limpeza de casas domiciliares, repartições publicas e privadas e te pergunto: Qual o problema nisso? Qual a vergonha disso? Parece que desmerece os trabalhadores da limpeza, não faça isso. Eles merecem todo o respeito e não pessoas diminuindo e induzindo coisas que não são verdade a cerca dos mesmos e dos seus trabalhos.

O chão da rua que você pisa foi limpo por um gari, o chão do shopping que você pisa foi limpo por um auxiliar de serviços gerais. E todos ganham pelo seu serviço. Não tem nada a ver com escravidão ou racismo. Em que mundo vive para achar que todos os indivíduos que tem como profissão atividades de limpeza são mulheres negras? Um pouco de racismo vindo de quem diz lutar contra o racismo.

Com tom de voz agressivo diz em alto e bom som palavras de ordem e ofensas a pessoas que não conhece, julgando-os pela sua cor de pele. Não, querida, meritocracia não é fácil, sorte daqueles que nasceram em boas famílias mas a grande maioria de nós, independente da cor de sua pele ou do seu sexo, não teve a sorte de nascer em berço de ouro.

Sua preguiça de 'levantar a manga' e ir a luta faz com que vitimize-se e culpe outros pelos seus futuros fracassos. E orgulho mesmo quem tem que ter são pessoas como o brasilience Cicero Pereira Batista, preto e pobre, filho de mãe alcoólatra e órfão de pai que ja teve que revirar lixo atrás de comida mas superou todos os problemas e se tornou enfermeiro e depois formou-se em medicina. Orgulho mesmo é ver jovens como o Higor Alves de 17 anos estudante de escola publica e passou em 2º lugar no vestibular sem optar pelo sistema de cotas. Ou Wester Silva Vieira, 19, foi aluno de escola pública, estudou sozinho e passou em quatro faculdades públicas de medicina e Jessé Soares, estudante que vendia bombons no ônibus e se graduou em medicina. Todos esses casos são exemplos de meritocracia e certamente não são os únicos e poderiam ser mais se não fosse esse discurso vitimista.

Então caríssima, PODE ENGOLIR O CHORO, pois o povo não tem cor, somos multirraciais, somos negros, caucasianos, latinos, índios...Somos uma bela mistura de tudo e de todos. Então comece a engolir o choro, pois não te devo nada. E não, eu não tenho medo nem de você nem de ninguém e ameaça? Ameaça é feito por fracos que só sabem latir e tem medo de morder. E se morder poderá ser mordido, e ao ser mordido...Engole o choro, PORRA!

E agora eu lhe direi: Meu nome é Juliana, sou bisneta de índia, espanhol e italiano. Sou latina, sou mestiça, sou brasileira COM MUITO ORGULHO, mesmo com cada um individuo do movimento negro vindo dizer que eu devo ter vergonha da minha raça, que devo ter vergonha da minha cor e da minha origem, origem de trabalhadores braçais (por acaso). Então cale-se você. Eu quero é que se foda todo esse discurso vitimista e eu vou continuar de pé e dizer na sua cara que você é uma racista de merda e você vai cair, um por um, hoje é dia de você parar e pensar e sentir muita vergonha. Vergonha desse seu racismo, seu preconceito e seu vitimismo. Tem que sentir vergonha, tem que sentir vergonha pra caralho!!!

Então engole o choro racista pois eu não te devo nada!

#Ju

Video: https://www.youtube.com/watch?v=shD4yaj2zvs

Ps.: A questão de citar que os próprios negros vendiam negros não é para amenizar nada, é para mostrar que nem sempre são oprimidos e vitimas, e quando são vitimas também foram vitimas deles mesmos...

Ps2: Dizer que não é valido falar em meritocracia e dizer que é uma mentira é falacia da braba até pq deu exemplos de pessoas que cresceram pelo próprio mérito, do lixo ao consultório. Quero ver dizer que isso é mentira.

DIA 28/09 - Dia da luta pela descriminalização do aborto na América Latina.

~DIA 28/09 - Dia da luta pela descriminalização do aborto na América Latina. ~

Hoje é dia da luta pela descriminalização do aborto na América Latina. Para quem me conhece sabe o quanto eu ''adoro'' esses ''Dias D'', mas vou aproveitá-lo para falar sobre o assunto.

Antes de entrar no mérito da questão, é importante sanar uma duvida recorrente de muitas meninas com relação ao aborto e feminismo. Muito se escuta por ai que feministas não podem ser contra o aborto, eu discordo. Mulheres devem ser livres para decidir e opinar sobre tudo e o fato de ser contra o aborto não te fará não-feminista.

Sou contra o aborto, mas sou a favor das mulheres decidirem por suas propriedades. Sou contra o aborto, pois acredito que seja uma cirurgia muito invasiva e dolorosa para a mulher podendo ocasionar tanto problemas físicos quanto psicológicos. Além do fator emocional envolvido nisso na questão da maternidade. Hoje, eu não conceberia a idéia de passar por um processo desses, seja qual for a situação. Mas isso não quer dizer que deva impor o que acredito aos outros e ai que eu me torno o que chamam de pro-choice.

Muitos argumentos circulam de ambos os lados sobre esse assunto. Alguns dizem que o feto é vida e por isso ele tem direitos naturais. Concordo que ele seja vida, contudo ele se mantém totalmente pelo corpo da mulher, alimentação e tudo que o feto precisa ele suga do corpo da mulher, propiciando em muitas algumas doenças como a diabete, hipertensão e falta de vitaminas e cálcio. Sendo assim, nada mais do que justo a mulher decidir se quer manter ou não a gravidez. Nada mais do que justo o direito natural e de propriedade de alguém já nascido prevalecer ao de um feto que depende 100% do corpo da mulher para nascer.

Outra questão é que não acredito que o Estado deva ter poder de decisão do que é certo ou errado sobre este assunto. As mulheres devem ser livres para decidir o que é melhor para elas em sua vida e nos seus corpos. Sendo assim, não sou a favor da legalização da pratica, e sim a favor da descriminalização da mesma.

Por outro lado alguns dizem que os pais já 'abortam' os filhos sem problemas. Bom, problemas eles tem judicialmente o que atrapalha esses tramites é a nossa justiça ser lenta e ineficaz. Mas sobre isso eu apoio o direito do homem não querer ser pai, assim como a mulher não querer ser mãe. Penso que deveria existir um contrato em que o homem dispensa todos os seus direitos a cria.

Para não me entender muito, sou a favor do direito de decidir sobre a sua propriedade, sem interferência estatal ou religiosa.

Carta aberta a Verinha Kollontai

~Carta aberta a Verinha Kollontai ~

Meu nome é Juliana, tenho 32 anos, nascida e criada no Rio de Janeiro. A despeito do povo da esquerda e os psolistas não temos genocídio negro no Rio de Janeiro. Muito tem se falado a respeito do Rio devido aos assaltos, arrastões e o menino que foi morto na favela, muito tem se santificado e vilãnizado grupos sociais a troco de fazer uma guerra de classes, sexos e etnias.

Antes de entrar no mérito, o meu estado é um dos estados mais multiculturais que eu conheço. Temos em um espaço pequeno demográfico pessoas de todas as classes sociais e etnias. Estou dizendo isso não para negar preconceitos como misoginia, racismo, etc...Mas sim para mostrar que o RJ tem uma miscigenação enorme.

Os jovens se envolvem com o crime não pq são oprimidos, eles se envolvem pq são cativados com as oportunidades de ganhar dinheiro fácil e pela adrenalina. Se envolvem pela diversão que acreditam ter e não pq falta algo em sua casa. Não são apenas jovens de favela que se envolvem com o mundo do crime, os jovens do ''asfalto'' (gíria da favela) também se envolvem, são mulas, traficantes, aviãozinho... Não é fator principal e nem determinante para um jovem ser criminoso, morar na favela. E afirmar isso não é só um erro como também é preconceito.

Existe desigualdade no Brasil, mas especificamente no RJ? Claro que existe e sinceramente meu pensamento com relação a isso é bem niilista, não acredito em um Mundo onde não existirá desigualdade. De qualquer forma, não tem cabimento tais comentários.

Quando ela diz que a burguesia é composta por brancos e o proletário é negro me vem um embrulho estomacal e a vontade de perguntar: Já subiu numa favela?

Pois é, eu já subi em algumas favelas. Eu já morei na segunda quadra da praia do bairro mais valorizado do Rio de Janeiro e já morei no pé do morro. Já subi morros como por exemplo o Salgueiro, Rocinha e Vidigal. Passo todo dia pela Cidade de Deus. É um erro crasso querer usar o recorte de classes e étnico como a esquerda faz para basear opiniões como esta. Quando você se baseia em recorte de grupos sociais colocando todos com uma determinada característica como oprimido ou opressor você anula não só a vivencia particular de cada um como também o próprio individuo.

Esses jovens que entram para o crime, que fazem arrastão na praia não são resistência, não existe nada político em suas atitudes. São pessoas que querem dinheiro fácil, que não se importam de fazer maldade com outros indivíduos. Não dê desculpas a atitudes execráveis como esta. É absurdo ver pessoas relativizando esse tipo de atitude e achando que justifica roubar os pertences dos outros por achar que esses outros são ricos. Pessoas realmente ricas no Rio de Janeiro não frequentam praias da Capital e mesmo se fosse o caso, não existe justificativa para relativizar crimes.

Acho curioso não só a analise sobre os pobres do Rio de Janeiro mas a ideia preconceituosa de diminuir as pessoas por serem pobres e inocentá-las. Contar dinheiro pra passagem, ter sonhos materiais e viver na favela não te faz bandido, o que te faz bandido é tua personalidade, seu caráter. O que te faz bandido não é o que você tem ou deixa de ter e sim o que você é.

A burguesia não rouba ninguém, estas mesmas pessoas que trabalham para ter seus luxos, muitos tiveram a sorte de nascer em boa família outros cresceram pelos seus próprios méritos. Eles não roubam pobres, eles não exploram. Quem explora é o Estado, quem rouba é o Estado, quem financia a violência muitas vezes é o Estado. Culpe a quem tem culpa. Ter salários miseráveis, aturar um transporte por horas e lotado, contar o dinheiro para comprar o que necessita não faz a pessoa virar criminosa.

Quando você esteve no RJ devia ser cega. As praias da Zona Sul são frequentadas pelos moradores dos bairros em questão e moradores da Zona Norte que pegam metro para ir a praia. Pois é, grande parte dos frequentadores das praias são moradores da Zona Norte e favelas. É impossível afirmar que só existiam pessoas brancas na praia, até pq além da questão que falei acima somos majoritariamente miscigenados, somos de maioria parda. Então querida, o Rio de Janeiro que você foi em 2011 não foi o meu Rio de Janeiro.

A apelação a escravidão é uma coisa tão rotineira que fico pensando se não tem outro argumento para respaldar sua opinião. Vários povos foram escravizados não apenas negros, e negros escravizaram negros. O povo da favela não é só negro, o proletariado não é só negro e os ricos não são só brancos, parem de fazer esse tipo de recorte preconceituoso e racista.

Só de achar que o Mundo irá ser menos desigual com ideologias socialistas já mostra a limitação histórica e cognitiva da pessoa. Tantos exemplos bons do socialismo #sqn. Vamos falar do autoritarismo estatal em países socialistas? Castração de liberdades? Economia? Vamos falar como gays são super bem tratados nesses regimes? É deixa pra lá, melhor não falar nada e viver numa bolha colorida e cheia de inverdades. O Fantástico Mundo da Kollontai.

Ir contra comentários absurdos como os que algumas pessoas andam postando sobre o assunto não quer dizer que as pessoas são reaças e ameaças vindas de internet também não. As maiores ameaças que já recebi na internet vieram de pessoas de esquerda. Feministas coletivistas não cansam de dizer que vão me achar no Rio de Janeiro para me ''ensinar''. Recebi inclusive vídeo de ameaça de estupro vindo de pessoas da esquerda. Então vamos parar com essa demagogia barata de colocar culpa em ideal político quando são os indivíduos que agem. Vamos parar com essa demagogia barata de colocar a culpa na sociedade, na burguesia, no capitalismo, nos brancos e colocar a culpa nos indivíduos que cometem o crime. Não é resistência, não é troco, não é por necessidade. E pare de falar de onde e do que você desconhece.

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